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TÉCNICA – Conserto de controle remoto de portão eletrônico


Figura 1 – Diversos modelos de controles remotos de portões eletrônicos.

Figura 1 – Diversos modelos de controles remotos de portões eletrônicos.

É cada vez mais frequente a utilização de controles remotos em garagens, pois o preço geralmente compensa o desconforto de ter que abrir os portões em dias de chuva, além de economizarem o nosso tempo.  Só que, com o uso constante, volta e meia estes controles começam a falhar.

Neste post, mostro algumas dicas de conserto, que poderão evitar de jogá-los precocemente no lixo. Inclusive recuperá-los, caso tenham submergido em algum líquido ou tenham vazado a pilha.  Também comento os componentes utilizados na construção destes sistemas.

O controle remoto, um transmissor de RF

Primeiramente, é importante comentar sobre o modo de trabalho destes dispositivos, pois isto poderá evitar a utilização indevida, que costuma causar frequentes defeitos.

O controle é um pequeno transmissor de radiofrequência (RF), de baixíssima potência (figura 1). Ele gera um sinal codificado, que modula as ondas de RF, que geralmente estão na casa das centenas de Mhz.

Atualmente (2013), as frequências utilizadas pelos controles remotos são 280, 292, 299, 315 e 433 Mhz. As duas últimas são mais comuns. Estas frequências ficam entre os canais 13 e 14 de televisão.

Os canais de TV de 2 até 13 estão dentro da faixa de VHF (Very High Frequency), que vai de 30 a 300 Mhz. O canal 13 vai até 216 Mhz. Já o canal 14, pertence à faixa de UHF (Ultra High Frequency) e começa em 470 Mhz. A faixa de UHF começa em 300 Mhz.

Há, então, um intervalo que pertence a ambas as faixas (VHF e UHF), que fica entre 216 e 470 Mhz. Esta banda de frequências é utilizada para serviços diversos, conforme informação do sítio do professor Wilians Cerozzi Balan [1], que tem ótimas matérias na área de produção de programas para TV. Na ibytes [2], outra página muito interessante, de Pedro Gercino Til, está escrito que nesta faixa de frequências não é permitida, pela legislação, a divulgação de uso.

Tentei saber mais sobre as atribuições desta faixa (216 a 470 Mhz) na Anatel, mas a página da agência não ajudou muito. As informações são um tanto dispersas, com poucas explicações. Ainda assim, lá encontrei o Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição das Faixas de Frequências no Brasil, versão 2011, com 178 páginas [3]. Neste plano, pode-se ver que a faixa de 216 a 470 MHz é utilizada em diversas áreas, mas a destinação não ficou muito clara, há a necessidade de esclarecer alguns termos técnicos.

Também na página da Anatel, pode-se acessar o Quadro de Distribuição de Frequências no Brasil [4], que dá um bom panorama do uso da faixa de RF.

O funcionamento do controle

Quando o usuário aperta um botão do controle remoto, a pilha interna deve energizar o circuito e começar a transmitir um código, diversas vezes por segundo. Enquanto a pessoa mantiver o botão pressionado, os códigos serão transmitidos. Mas há um pequeno tempo inicial até a estabilização do sinal, em que poderá não haver nenhuma transmissão.

Cada código é composto por um trem de pulsos específico, separado por um intervalo sem sinal, para permitir o reconhecimento do seu início e fim pelo receptor. Os pulsos devem ter potência suficiente para atingir o estágio de recepção e controle, que fica junto ao motor do portão.

O receptor é como um rádio, que escuta as ondas de RF que chegam até sua antena. Ele deve captar estes débeis sinais transmitidos pelo controle remoto, amplificá-los, selecioná-los, convertê-los em códigos digitais e compará-los com o código armazenado na sua memória. Só quando o código for reconhecido como apto é que o motor do portão será acionado.

Este processo pode demorar certo tempo (alguns segundos), dependendo da intensidade da poluição eletromagnética existente no local – também conhecida por electrosmog, ver referências [5], [6], [7] e [8] -, da quantidade de superfícies que irão refletir/atenuar o sinal, da qualidade das antenas de transmissão e recepção e da seletividade do receptor, dentre outros motivos.

Pode-se ter uma ideia de como é esta transmissão de pulsos na figura 2, que mostra uma captura de sinais de 433 Mhz [9], gerados pelo circuito integrado PT2262, que faz par com o receptor PT2272. A imagem mostra 4 sequências de pulsos, cada uma delas formando um código completo. Além disso, pode-se notar a deformação dos pulsos, que no controle, ao chegar ao estágio transmissor, ainda tinham formas perfeitamente definidas, pois são provenientes de circuito digital.

Figura 2 – Sinal de RF de 433 Mhz, gerado pelo circuito integrado PT2622. Fonte [9].

Figura 2 – Sinal de RF de 433 Mhz, gerado pelo circuito integrado PT2622. Fonte [9].

Vários fatores, como instabilidade da tensão de alimentação do transmissor, ou reflexões e interferências sobre o sinal, que constituem o ambiente de transmissão e recepção, poderão afetar a qualidade do sinal, em maior ou menor intensidade. Olhando com mais cuidado a figura 2, é possível notar que as sequências de pulsos são diferentes entre si, principalmente no começo de cada código. Isto pode ter sido causado por alguma situação aleatória, não controlada, no teste.

A respeito de radiofrequência, é importante saber que objetos maiores do que o comprimento de onda do sinal, irão refleti-lo. Por exemplo, a frequência de 433 Mhz tem um comprimento de onda aproximado de 70cm. Qualquer objeto maior que isso refletirá sinais desta frequência. Especialmente se for metálico. Para maiores informações sobre antenas e a propagação das ondas eletromagnéticas, consultar as referências [10], [11] e [12].

Percebe-se, assim, que o trabalho do receptor é espantoso, pois consegue discernir e reconhecer o sinal destinado a ele, apesar de todas as dificuldades e interferências.

A segurança

Bem no começo dos controles automatizados de portões, era realizada apenas a transmissão de alguma frequência de RF, que ao ser identificada pelo receptor, acionava o motor. Não havia qualquer tipo de codificação, até porque existiam bem poucos aparelhos deste tipo e a fabricação era mais artesanal. Com o aumento da quantidade destes equipamentos e da preocupação com a segurança, apareceram os primeiros sistemas comerciais de codificação, muitos deles ainda hoje utilizados.

Estes circuitos integrados dedicados dispunham de um conjunto de conexões (pontes de ligação ou jumpers) que ficavam ligadas ou não, formando uma combinação, que para ser reconhecida, deveria ser igual à do receptor. A United Microelectronics (UMC) tinha o UM3750 [13], equivalente ao UM86409 e ao MM53200, este da National [14]. O mesmo circuito integrado era utilizado tanto na codificação (para a transmissão), quanto para decodificação (na recepção). Foram muito utilizados na Europa.

Por aqui, os circuitos integrados da Holtek, da linha HT12E (codificador) e HT12D (decodificador) [15], são um exemplo famoso deste tipo de codificação. Há também outros fabricantes, como Princeton [16], com o par PT2262 e PT2272; Freescale [17], com os MC145026P e MC145027P e Rentron [18], com o conjunto CIP-8E e CIP-8D.

O número de combinações varia conforme o modelo do circuito integrado. Por exemplo, os da UMC, National e Holtek citados acima permitem 4096 combinações. Isto ocorre porque as conexões da codificação aceitam dois estados somente (ligado ao terra ou desligado).

Já os integrados da Princeton e Freescale, por utilizarem pinos tristate, permitem mais de 530 mil combinações. Os pinos tristate podem ser ligados ao terra, ao positivo ou ficar sem ligação.

Mas este tipo de configuração tem uma fragilidade importante. Se um dos usuários perder o controle remoto, todos os que utilizam aquele portão deverão trocar a codificação conjuntamente, pois o receptor só reconhece um código. Ou seja, todos os controles remotos em uso para aquele portão, deverão ser alterados por um técnico.

Assim, a imensa variedade de combinações não valerá muito, se faltar um cuidadoso controle dos códigos já utilizados. A falta de exclusividade para o código definido nos jumpers poderá tornar-se um sério problema.

O grande número de fabricantes de circuitos de automação, inclusive os de fundo de quintal, além da necessidade eventual de alteração da combinação por técnicos isolados, aumenta muito a possibilidade da coincidência de códigos entre controles diferentes.

Se um controle utilizar uma frequência de transmissão semelhante a de outro portão eletrônico e tiver a mesma combinação, muito provavelmente o circuito poderá acioná-lo também. É um prato cheio para meliantes. Quando conseguem um controle, saem pela cidade apertando os botões. E às vezes, ocorre um “Abre-te, sésamo!”…

Sistemas mais modernos diminuíram este problema, pois são baseados em um código único, gerado por cada controle, que é cadastrado no receptor.

Tal código é gravado no circuito integrado pelo fabricante do controle remoto. A tecnologia OTP (One Time Programmable) garante que o componente possa ser gravado somente uma vez. Ou seja, cada controle remoto sai da fábrica pronto, com uma combinação exclusiva, que não poderá ser refeita.

A linha HT6P20x, da Holtek[19], é um exemplo disto, e permite mais de 16 milhões de combinações. Se alguém perder um controle remoto deste tipo, é só descadastrá-lo no receptor, ou limpar a memória e recadastrar somente os que devem ficar ativos.

A segurança melhorou, mas ainda assim os fabricantes de controles remotos estão livres para utilizarem o código que quiserem. Talvez fosse melhor que as combinações já viessem dos fabricantes dos chips, com a garantia da inexistência de outro componente idêntico, mas no momento (2013) não sei se já existe algum componente deste tipo.

E para deixar de cabelo em pé aqueles que estão preocupados com segurança, na internet já podem ser encontrados, por menos de 30 reais (em 2013), controles remotos copiadores, que clonam um controle, desobrigando o cadastramento na memória do receptor. É a velha briga do gato e do rato…

Um esclarecimento: os fabricantes aqui citados foram os que aparecem nos circuitos integrados dos controles remotos com os quais tive contato. Por isto, certamente haverá muitos outros fabricantes de chips, que não citei por não conhecê-los. Inclusive, mesmo as marcas citadas tem diversos outros modelos de circuitos integrados para controle remoto, para as mais diversas finalidades.

Caso alguém queira conhecer mais a fundo estes interessantes componentes, nas referências [13] a [19] estão reunidos os datasheets. Há diversos artigos práticos a partir da referência [20] até [29], como o FT-151, um transmissor de controle remoto, de longa distância (400mW). Há também experimentos com microcontroladores e com transmissão de mais de um canal de codificação.

O Acionamento

O modo mais eficaz para acionar o sistema é pressionar o botão do controle remoto de 1 a 3 segundos, para dar tempo dele transmitir adequadamente diversos trens de pulsos, facilitando o trabalho do receptor. Daí, aguardar alguns instantes e, caso o portão não tenha sido acionado, pressionar novamente o botão do controle, do mesmo modo já descrito. Com a prática, o usuário perceberá o tempo correto.

O que deve ser evitado é o acionamento rápido do botão do controle, repetidas vezes (vários e insistentes click’s). Dependendo da arquitetura interna do controle remoto, isto poderá gerar códigos incompletos ou muito deformados, contribuindo somente para aumentar a poluição eletromagnética.

Além disso, muitos circuitos de receptores, ao receberem sinais truncados ou muito diferentes do esperado, disparam um retardo e não analisam mais nada por algum tempo, obrigando o apressado usuário a esperar mais ainda.

Daí, pensando que o controle não funciona direito, ele aperta firmemente a tecla e, na esperança de que o alcance aumente com a força, quase esmaga o coitado do aparelhinho…

Os Defeitos

Os receptores, em geral, danificam-se pouco, pois aceitam bem as variadas condições de uso. Eventualmente, podem travar um dos relés de acionamento do motor, o que pode ser evitado com um pequeno circuito adicional, comentado em post anterior.

Já os transmissores (controles remotos), apresentam problemas seguidamente. Um deles, fica por conta da pressão excessiva exercida sobre as teclas. Com isso, as chaves internas danificam-se, tornando os acionamentos aleatórios ou até impossíveis. Estas chaves são interruptores de contato momentâneo, chamadas de “tact”. Geralmente são quadradas, tendo 6 mm de lado.

Figura 3 – Aparência de uma chave da linha táctil (B3F, tamanho 6x6 mm), da Omron [30].

Figura 3 – Aparência de uma chave da linha táctil (B3F, tamanho 6×6 mm), da Omron [30].

Este problema pode ser resolvido trocando estas chaves por outras de boa qualidade, como as da Omron, da linha B3F (em nosso caso) – ver figura 3 e referência [30]. Ou, caso uma das chaves não seja utilizada, trocá-las entre si.

Há também controles com teclas de borracha, que invariavelmente dão problemas, devido ao suor dos dedos: ou elas amolecem e ficam pegajosas, ou endurecem e começam a quebrar em pedacinhos. Ou as duas coisas, nesta sequência. Melhor escolher controles de teclas plásticas, ou que sejam de silicone. O problema é diferenciar o silicone da borracha comum…

Eu tive um controle que perdeu toda a borracha das teclas, e utilizei ele assim por vários anos, sem problemas. As chaves pararam de dar defeito, pois quando ficaram expostas, permitiram sentir exatamente qual a pressão necessária para acioná-las, sem precisar espremê-las – ver a figura 4. Como efeito colateral, o controle ficou com aversão à água…

Figura 4 – Controle que perdeu a borracha protetora das teclas.

Figura 4 – Controle que perdeu a borracha protetora das teclas.

Apesar das chaves causarem problemas, talvez as falhas mais comuns sejam as ditas “soldas frias”. É um antigo termo de eletrônica, do tempo das válvulas. Na época, muitos soldavam uma conexão e logo a assopravam, para esfriá-la. Isto evitava que queimassem os dedos, pois estavam segurando os fios e peças.

Só que, ao assoprar, o incauto solidificava somente o exterior da gota de solda. Daí, ele soltava a conexão e ela movimentava-se, enquanto o restante da solda endurecia. Noutras vezes, o soldador tinha potência insuficiente e não aquecia bem toda a área de soldagem, piorando a situação.

Por causa destes descuidos, resultava que a gota de solda ficava fosca, com aparência de pedra, com diversos pedacinhos soltos, o que causava frequentes falhas. Hoje em dia, o termo solda fria caracteriza qualquer ponto de solda que está falhando.

As placas de circuito impresso dos controles remotos normalmente passam por um processo de soldagem automatizado, no qual a quantidade de solda aplicada é reduzida ao mínimo. Se não houver correção manual de alguns pontos de solda, poderão aparecer facilmente locais de soldas frias, principalmente naqueles sujeitos a esforços mecânicos.

Outra causa de defeitos, mais recente, é motivada pelo uso da solda sem chumbo (que obedece a norma RoHS – ver referências [31] e [32]), que é pouco maleável e sempre fica com a aparência fosca. A característica quebradiça, além do ponto de fusão mais alto, fazem desta nova solda um transtorno para qualquer técnico de eletrônica.

Os pontos mais corriqueiros das falhas de solda são os contatos da pilha. Por causa do peso dela e da necessidade de pressão constante sobre suas extremidades, as chapinhas metálicas que realizam esta função são bastante exigidas e tendem a danificar os pontos de solda, como se pode ver na figura 5.

Este problema poderia ser minimizado caso os fabricantes decidissem projetar melhor o ancoramento destas chapas à placa de circuito impresso. Além disso, muitas indústrias não fazem estas chapas com aço inox ou outra liga metálica que tenha uma boa resiliência – que é a capacidade do metal de voltar à posição/forma original após a deformação, algo como o efeito de uma mola.

Às vezes, é necessário corrigir a forma destas peças de contato, pois são tão moles que a pilha acomoda-se no lugar, criando uma pequena folga, em vez de ficar sob pressão constante. Certamente haverá problemas de funcionamento, pois a alimentação do circuito estará sujeita a maus contatos.

Figura 5 – Placa com falha no contato da pilha.

Figura 5 – Placa com falha no contato da pilha.

Figura 6 – Placa com falha no led.

Figura 6 – Placa com falha no led.

Outra falha, mais difícil de notar, é no led do controle. Muitas vezes, este componente não é somente um indicador e faz parte do circuito de acionamento do transmissor. Se ele está estragado e não liga, o controle não funciona. O integrado da Princeton, o PT2262, por exemplo, aciona o estágio de RF através do led, conforme sua folha de dados [16].

Como o led tem uma janela que dá para o ambiente externo ao invólucro, ele fica sujeito a esforços e poderá danificar sua solda, como se vê na figura 6.

As chaves também podem apresentar solda fria, neste caso dispensando sua troca. Inclusive, o modo mais adequado para iniciar um conserto destes dispositivos é conseguir uma lupa de grande aumento e uma luz forte. Com eles, pode-se pesquisar os defeitos na placa com mais tranquilidade.

A solução dos problemas com as soldas é uma adequada ressoldagem. Para que este trabalho seja duradouro, é necessário limpar totalmente as áreas expostas à solda. O ideal é desmontar a peça, estanhá-la em separado, limpar a placa, retirando toda a solda antiga, e só então ressoldar.

A figura 7 mostra que a peça metálica que liga um dos pólos da pilha não estava com a camada de solda bem espalhada. Percebe-se a falta de estanhamento em parte da superfície dos dois pinos que ancoram (por soldagem) a peça à placa, o que facilitou o mau contato.

Figura 7 – Placa de contato da pilha, já retirada, onde as setas indicam que a solda original não estava bem espalhada nos pontos de ancoragem.

Figura 7 – Placa de contato da pilha, já retirada, onde as setas indicam que a solda original não estava bem espalhada nos pontos de ancoragem.

Figura 8 – Placa de contato já estanhada e limpa.

Figura 8 – Placa de contato já estanhada e limpa.

Figura 9 – Placa de contato remontada.

Figura 9 – Placa de contato remontada.

Na figura 8, aparece a placa estanhada adequadamente e na figura 9, a peça remontada. Durante a remontagem, é interessante encontrar um modo de apoiar e firmar a placa com os componentes e a peça metálica, de maneira que as mãos fiquem livres para manusear a solda e o ferro de soldar. Muitas vezes, a falta de alinhamento da peça metálica irá forçar a trilha de cobre da placa de circuito impresso, o que levará a novos e piores defeitos.

Em alguns controles, pode-se utilizar uma das faces do próprio invólucro como gabarito, deixando a camada de solda acessível e possibilitando o alinhamento correto do contato da pilha. Mas é necessário cuidar para que o tempo de soldagem não faça derreter o plástico que apoia as peças.

Já me ocorreu também de led’s trincarem internamente, o que os deixa inúteis. Por causa dos terminais muito curtos, qualquer esforço sobre o componente poderá danificá-lo. Veja, por exemplo, o led da figura 10, que está torto por causa da pressão mecânica a que foi submetido.

Para confirmar sua condição funcional, é preciso retirá-lo da placa e testá-lo na escala de diodo do multímetro, que apresentará uma queda de tensão de 1,8V, aproximadamente. Verificar também se os terminais estão firmes.

Se o led estiver bom e for recolocado na placa, é necessário que a ressoldagem seja feita rapidamente, pois o calor intenso também poderá queimá-lo, já que os terminais são muito pequenos e não fornecem área suficiente para dissipação do calor (ver figura 11).

Figura 10 – Led torto por causa de esforço mecânico.

Figura 10 – Led torto por causa de esforço mecânico.

Figura 11 – Led ressoldado.

Figura 11 – Led ressoldado.

A pilha vazou

Outro problema comum é o vazamento da pilha de 12V. O calor excessivo é a principal causa de vazamento de qualquer pilha. Falo isto por experiência própria. Deve-se evitar sempre a exposição direta à luz do sol de qualquer equipamento alimentado a pilhas.

Uma tarde de sol de verão sobre um controle remoto é suficiente para iniciar um processo de vazamento. Nestas condições e dentro de um carro, que pode alcançar 70 °C, é garantido que irá vazar. Na figura 12 pode-se notar que a pilha já está corroída e o respectivo contato no controle começou a escurecer.

Figura 12 – Corrosão iniciada por causa de vazamento da pilha.

Figura 12 – Corrosão iniciada por causa de vazamento da pilha.

Caso tenha ocorrido vazamento, a possibilidade de oxidação dos contatos aumenta radicalmente com o tempo. Por isto, é necessário revisar constantemente o controle para evitar este problema. Principalmente quando se nota que o alcance de acionamento está diminuindo.

Confirmado o vazamento, a pilha do aparelho deve ser descartada na primeira oportunidade. Também é preciso remover qualquer vestígio de corrosão, raspando o óxido das partes metálicas, se houver, e lavando a placa com benzina ou álcool isopropílico. Depois, pode-se aplicar uma leve camada de graxa clara nos contatos da pilha e no seu entorno. A figura 13 mostra a pilha e a placa de contato já com uma camada de graxa de silicone. Geralmente o pólo negativo é o mais prejudicado.

Como a graxa veda as superfícies ao ar, a oxidação é minimizada e até eliminada. Porque a oxidação é uma reação química que tem o oxigênio como elemento ativo, daí o nome. Impedindo o contato do metal com o oxigênio, a oxidação fica dificultada.

Óleos desengripantes, como o WD-40, são muito finos e penetrantes e podem escorrer para fora do controle, com o calor. Apesar disso, podem ser utilizados como hidrorrepelentes, como forma de prevenção contra o ataque de líquidos sobre a placa. Na referência [33] há um link para um artigo sobre os diversos usos do WD-40.

Figura 13 – Pilha e respectivo contato com camada de graxa.

Figura 13 – Pilha e respectivo contato com camada de graxa.

Figura 14 – Pilha de lítio corroída.

Figura 14 – Pilha de lítio corroída.

Controles mais modernos utilizam pilhas de lítio de 3V, que não tem o hábito de vazar, só que podem inchar ou oxidar levemente a borda (figura 14). Caso isto ocorra, será melhor trocar a pilha, mesmo que sua tensão esteja normal. A área de contato na placa também poderá ter sido danificada.

Atualmente, não conheço pilha que não vaze. Se a temperatura ambiente for alta, até o simples efeito galvânico dos metais encostados à pilha, somado aos gases emitidos por ela, à umidade ambiente e ao suor dos dedos, este último resultante de manipulação dos componentes internos do controle, poderá desencadear a corrosão.

Se o circuito impresso foi atingido, a recuperação será trabalhosa, talvez impossível. Para evitar que a corrosão seja irreversível, pode ser interessante fazer um cronograma de troca das pilhas dos controles, por exemplo uma vez a cada ano. Ou, no mínimo, uma revisão a cada trimestre. Conforme a exposição ao calor, a troca poderá ser abreviada.

A cada revisão convém testar o valor da tensão da pilha, pois se estiver muito baixa, o funcionamento do controle será prejudicado. Para realizar o teste, a figura 15 mostra um modo de fazê-lo, com a pilha no lugar e as pontas de prova nos terminais na placa de circuito impresso. Medir o valor de tensão da pilha, depois acionar algum dos botões do controle e medir novamente, para identificar a diferença de tensão quando há carga (figura 16).

O teste mostrado aqui foi feito com 3 pilhas, duas delas em uso e uma retirada da cartela naquele momento. O controle remoto consumiu energia suficiente para baixar, com carga (led ligado) 1,77 %, 1,85 % e 14,32 % da tensão em aberto. O consumo do controle, quando ativado, foi de 1,9 mA. Se o acionamento do controle baixar a tensão da pilha em mais de 20% do seu valor nominal, ela já estará com pouca vida útil, pois o alcance diminui bastante.

Figura 15 – Teste da pilha do controle remoto, sem carga.

Figura 15 – Teste da pilha do controle remoto, sem carga.

Figura 16 – Teste da pilha do controle remoto, com carga.

Figura 16 – Teste da pilha do controle remoto, com carga.

O controle caiu na água

Tanto faz se o controle caiu na água do mar, da piscina ou da máquina de lavar roupas, o mais importante é abri-lo imediatamente, separando a placa de circuito impresso.

Esta técnica, utilizei muito para o conserto de televisores, e ajuda bastante quando há corrosão. Para preparar o tratamento “de choque”, colocar água para ferver, 1 a 2 litros.

Segurar com uma pinça ou alicate a placa inclinada e deitar água fervente sobre toda a superfície, tanto no lado da solda, quanto no dos componentes. Apesar destas placas ficarem expostas, na fábrica, por poucos segundos, a temperaturas de mais de 200° C no processo de soldagem, a água somente atinge 100° C.

Mesmo assim, é melhor evitar que o líquido toque peças plásticas, como as chaves, pois poderão deformar. Outro cuidado é o trimmer, um capacitor variável que ajusta a frequência de transmissão e geralmente está coberto por parafina. Se a água quente cair em cima, a parafina derreterá.

Levar a placa imediatamente ao sol, de modo a aproveitar o calor da água e somá-lo à radiação solar, apressando a secagem.

As outras partes, lavar normalmente com água corrente e um pouco de sabão comum, suficiente para fazer espuma. Se tiver um pincel pequeno, ajuda muito para limpar sujeiras incrustradas. Enxaguar bem e também levar ao sol.

A pilha, por ter na sua composição componentes porosos, não pode ser lavada com água e sabão. O ideal é limpá-la com papel e álcool, cuidando principalmente das extremidades. Evitar expô-la ao calor.

Nas emergências, como na praia, se não houver água quente, poderá ser utilizada água corrente.

Deixar tudo secar, por meia hora, no mínimo. Ou utilizar um secador, meio de longe. Na falta de sol e secador, utilizar papel higiênico seco, cuidando para não deixar fiapos espalhados pela placa, que com a umidade poderiam levar a outros defeitos. Com todas as peças bem enxutas, o controle pode ser remontado.

Porque utilizar mais água?

Foi utilizada água quente porque o importante, para o defeito do tópico anterior, é diluir e retirar os sais da placa, já que a água do mar é altamente condutora de eletricidade. Água com detergente ou com altos níveis de cloro também conduz eletricidade e pode oxidar severamente o circuito. Com a diminuição da quantidade de sais e outros compostos químicos sobre a placa, o controle poderá voltar a funcionar.

Ainda assim, a longo prazo, as chaves poderão falhar, pois geralmente não são à prova d’água. O seu interior pode ter sido contaminado, o que torna possível a oxidação dos contatos.

E quando o controle é montado com peças minúsculas, como as do tipo SMD (Surface Mounting Device, ou Dispositivo de Montagem em Superfície), ocorre outro problema. A tecnologia SMD não utiliza furos na placa para os componentes, pois todos eles são soldados no lado das trilhas de cobre.

Neste caso, poderão haver espaços tão pequenos e escondidos que não será possível limpá-los, facilitando a corrosão de longo prazo e as futuras fugas de corrente entre os terminais. Isto é uma realizade em telefones celulares, onde a miniaturização é absurda. Se um destes aparelhos cai na água, dificilmente consegue ser recuperado.

Figura 17 – Placa de controle remoto com capacitores SMD.

Figura 17 – Placa de controle remoto com capacitores SMD.

Para exemplificar, na figura 17 aparecem 3 capacitores SMD de um controle remoto. Por baixo deles, passam duas trilhas de cobre. Cada capacitor tem aproximadamente 3 mm de comprimento por 2mm de largura…

Na montagem destes capacitores, foi utilizada uma grande quantidade de adesivo (gotas de cor creme), que dificulta a corrosão por debaixo dos componentes. Mas nem todos os fabricantes fazem isso. Às vezes, o tamanho menor pode ser uma desvantagem…

Por outro lado, se os controles remotos fossem todos herméticos, o contato destes aparelhos com a água não causaria danos. Claro, toda melhoria tem seu custo inerente, e por serem controles baratos, os fabricantes não se preocupam muito com isto.

Referências

[1] Wilians Cerozzi Balan – Distribuição do espectro de frequências – http://www.willians.pro.br/frequencia/cap3_espectro.htm

[2] ibytes – página de Pedro Gercino Til (ou Piava Branca) – Espectro eletromagnético – http://www.ibytes.com.br/tabela-das-frequencias-utilizadas-e-seus-respectivos-servicos/

[3] Anatel – Plano de Atribuição, Destinação e Distribuição das Faixas de Frequências no Brasil – Versão 2011 – http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalRedireciona.do?codigoDocumento=268709

[4] Anatel – Quadro de Distribuição de Frequências no Brasil – http://www.anatel.gov.br/Portal/exibirPortalRedireciona.do?codigoDocumento=98580&caminhoRel=In%EDcio-Radiofreq%FC%EAncia-Apresenta%E7%E3o

[5] Brasil 247 – O crescente risco da poluição eletrônica – http://www.brasil247.com/pt/247/revista_oasis/82535/

[6] IEAv – Instituto de Estudos Avançados – Departamento de Ciência e Tencnologia Aeroespacial – Análise de ambientes eletromagnéticos em laboratórios da área de RF – p.83 – http://www.ieav.cta.br/wai8/pdf/Caderno_Institucional.pdf

[7] Ecologia Médica – Você é alérgico à internet sem fio? – http://www.ecologiamedica.net/2013/02/eletrosmog-voce-e-alergico-internet-sem.html

[8] Sítio francês dedicado à poluição eletromagnética – http://www.electrosmog.info/

[9] Bertrik – Testes em 433 Mhz – http://bertrik.sikken.nl/433mhz/index.html

[10] Julio Battisti – Radiofrequência, fundamentos – http://www.juliobattisti.com.br/tutoriais/paulocfarias/redeswireless003.asp

[11] CINEL – Manual de Antenas, Propagação e Linhas de Transmissão – http://opac.iefp.pt:8080/images/winlibimg.exe?key=&doc=73187&img=1182

[12] RFM – Antenas para aplicações de baixa potência – http://www.rfm.com/corp/appdata/antenna.pdf

[13] Datasheet Catalog – Folhas de dados do UM3750 – http://www.datasheetcatalog.org/datasheets/150/367002_DS.pdf

[14] Farnell – Folhas de dados do National MM53200 – http://www.farnell.com/datasheets/105708.pdf

[15] Holtek – Folhas de dados dos circuitos integrados HT12E e HT12D – http://www.holtek.com.tw/english/products/

[16] Princeton – Folhas de dados dos CI’s PT2260, PT2262 e PT2264 e respectivos pares – http://www.princeton.com.tw/en-us/products/encoderdecodericseries/fixedcodeencoderic.aspx

[17] Freescale – Folhas de dados do par codificador/decodificador MC145026P e MC145027P – http://www.freescale.com/files/rf_if/doc/data_sheet/MC145026.pdf

[18] Rentron – Folhas de dados do CIP-8, codificador/decodificador de 8 bit – http://www.rentron.com/Files/CIP8_TWS8BIT.pdf – http://www.rentron.com/Files/CIP-8.pdf

[19] Holtek – Características do HT6P20B – http://www.holtek.com.tw/english/docum/consumer/6p20x2.htm

[20] Testes com PT2262 para Arduino – http://dzrmo.wordpress.com/2012/07/08/remote-control-pt2272-for-android/

[21] Cintron – Remote Control 315 Mhz – tutorial – http://tutorial.cytron.com.my/2012/09/03/remote-control-315mhz/

[22] Como montar um circuito de controle remoto com microcontrolador Atmel – http://www.serasidis.gr/circuits/RF_remote_control/RF_remote_control.htm

[23] Futura Elettronica – Circuito de controle remoto de longa distância UHF – 400 mW – http://www.futuraelettronica.net/pdf_ita/7100-FT151K.pdf

[24] Nutchip – Controle remoto 6 canais – http://www.nutchip.com/progetti/picrmt/picrmt-6-rf_en.htm

[25] Blog Homemade Circuits Just for You – Circuito de controle remoto RF com HT12 – http://homemadecircuitsandschematics.blogspot.com.br/2011/12/make-hi-end-rf-remote-control-circuit.html

[26] Rentron – Circuitos de controle remoto 433 MHz – http://www.rentron.com/rf_remote_control.htm

[27] Rentron – Circuito de controle remoto com o par R-8PD e R-8PE – http://www.rentron.com/remote_control/8P-ENC_DEC.PDF

[28] Schema-electronique – Circuito de controle remoto 433 Mhz com integrado Micrel MICRF001BN – http://www.schema-electronique.net/2009/12/un-recepteur-de-telecommande-uhf.html

[29] Schema-electronique – Circuito de controle remoto 433MHz com UM86409 – http://www.schema-electronique.net/2009/12/un-recepteur-de-telecommande-uhf.html

[30] Omron – Datasheet das chaves tact B3F – http://www.omron.com/ecb/products/pdf/en-b3f.pdf  – http://industrial.omron.com.br/uploads/arquivos/D22B3F0305.pdf

[31] Norma RoHS – definições de percentuais – http://www.rohscompliancedefinition.com/

[32] RoHS Brasil – prazo de aplicação da norma – http://www.intertek-cb.com/brazil/portuguese/rohsbrasil.shtml

[33] WD-40 – Vídeos explicativos com os usos do WD-40 – http://www.wd40.com.br/

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  1. Flavio Braz Nucci
    20 de agosto de 2014 às 22:37

    Zébio, Boa Noite!!
    Tenho um portão eletrônico em minha residência e após um período de reforma que o portão permaneceu desligado (aprox.: 6 meses) ao recolocar em funcionamento a eficiência da transmissão (ou recepção) do sinal não é mais a mesma, antes os controles funcionavam com até mais de 14 metros de distância, agora preciso colocar os controle a menos de 20 cm da central (receptora de sinal) para o acionamento do portão, já tentei mais de um controle diferente e com pilhas novas, mas na da resolve, o que pode estar ocorrendo?
    Tenho também uma outra dúvida, os controles (transmissores) de portões e de centrais de alarme são normalmente iguais? Consigo programar um botão do controle remoto (transmissor) para o alarme e outro para o módulo do portão eletrônico?

    • 21 de agosto de 2014 às 22:07

      Flávio, parece que os controles estão OK, pois todos tem o mesmo comportamento. Eu analisaria duas coisas: a caixa onde está o receptor agora é metálica? Pode ser que ele não consiga receber mais os sinais dos controles, ou tem problema na antena.

      A outra possibilidade seria a existência recente de algum dispositivo emissor de radiofrequência por perto, como um wifi bem pertinho, ou uma nova antena de celular nas proximidades. Eles poderiam causar ruído eletromagnético, que certamente poderá interferir na recepção, mesmo que as frequências de trabalho sejam diferentes.

  2. 21 de julho de 2014 às 16:47

    Oi Zébio…tudo bem.
    Bom gostaria de agradecer pela ajuda que nos dá ao fornecer essas informações aqui no seu BLOG tenho um portão pecinin desde de 2002. Bom estou tentando codificar um controle remoto simples, pois, os meus não funcionam mais, então comprei aqueles pequinihnos que tem 3 botões e varias cores…ok , mas na hora que aperto o botão para acionar o led para codificação, ele aciona o motor, o mesmo abre o portão e eu não consigo codificar, desculpe mas sou leiga no assunto. Me ajude por favor. Desde já agradeço sua atenção.

    • 24 de julho de 2014 às 12:24

      Lene, geralmente os controles com programação, como parece ser o seu caso, para cadastrar você inicia a programação, aperta o botão do controle para o acionamento desejado, daí tem que confirmar a gravação deste controle na lista, normalmente teclando de novo no botão da central, um pouco mais rapidamente.

      Daí em diante, você configura os próximos controles. Costuma ser possível cadastrar todos os botões do controle para a mesma função (para não pensar em qual botão apertar ao querer abrir/fechar o portão).

      Eu sempre recomendo buscar o manual do produto junto ao fabricante, pois ele deve informar com detalhes este procedimento.
      Cada fabricante é diferente, não há um padrão generalizado, pois alguns equipamentos tem mais recursos que outros.
      Dê uma olhada no sítio da Peccinin: http://www.peccinin.com.br/portugues/manuais_peccinin_portugues.asp

  3. alvaro
    24 de junho de 2014 às 11:59

    Muito obrigado pelas dicas valeu muito.

  4. José Romildo de Souza.
    25 de maio de 2014 às 22:14

    Amigo! não sei se é sua area, mais se possível gostaria de receber uma dica sua sobre meu alarme residencial, porque os sensores tanto de presença quanto de abertura de portas, não estão funcionando mesmo com todas as baterias novas. Ou seja eles só atuam quando aproximo o máximo da central. Abraço.

    • 28 de maio de 2014 às 08:22

      José, quando os sensores são do tipo sem fio, pode ocorrer alguma interferência eletromagnética e impedir a comunicação com a central, por isso a necessidade de aproximar os sensores.
      Primeiro, verifique se não há algum equipamento interferindo na rede elétrica, como fontes chaveadas de equipamentos. Lembre se você (ou algum vizinho) instalou outro equipamento eletrônico recentemente, que poderia gerar a interferência. Outro caso pode ser alguma nova antena de celular ou radioamador por perto.
      De todo modo, parece interferência.
      Ou ainda a antena receptora da central está com problemas ou mal posicionada.

      • José Romildo de Souza.
        28 de maio de 2014 às 18:22

        É meu amigo, realmente foi colocada uma antena de celular a uns 50 metros de minha casa. Agora eu te pergunto amigo, tem como eu adaptar esse alarme para funcionar com fios?

      • 2 de junho de 2014 às 08:38

        José, o que você precisa fazer é deixar, em cada sensor, somente o reed-switch, que é uma chave controlada por ímã. Parece uma lâmpada de tubinho de vidro, com um terminal em cada ponta. Ligue estes dois terminais naqueles cabinhos paralelos para sensores de alarme, disponíveis em lojas de eletricidade. Passe o fio por cada sensor até a central e substitua o receptor deles pelos fios.

        Não conheço muito bem como é o sistema de recebimento dos sinais na central, mas deve ser uma ligação para a alimentação (2 fios) e outra para o acionamento do alarme (+2 fios). Os fios de alimentação não serão utilizados. Estou supondo que todos os sensores sem fio acionam o mesmo ponto na central (não há setorização).

        Se você tiver mais de um sensor, para várias portas e janelas, todos eles deverão ser ligados em série. Isto faz com que só precise um cabo que vai passando de abertura em abertura, até a central. Se o alarme tiver entradas adicionais, você pode agrupar os sensores e fazer setorizado, fica mais fácil identificar qual janela ou porta não está fechada quando for ligar o alarme.

      • José Romildo de Souza.
        2 de junho de 2014 às 12:49

        Ok meu amigo! era justamente essa a ideia que eu estava pensado em fazer. Agora com o seu reforço é que vou fazer mesmo e vai ficar fácil, pois só tenho um sensor de abertura. Abraço e fica com Deus.

  5. João Hnerique
    24 de maio de 2014 às 13:58

    Olá… preciso de ajuda… meu portão é da marca PPA é novo, tem 60dias e parou de funcionar abri a caixa preta está cheio de formiga. O que aconteceu? e o que tenho que fazer?

    • 24 de maio de 2014 às 19:17

      João, as formigas fazem um ambiente úmido, que certamente irá interferir no funcionamento do controle. Além disso poderá ocorrer algum curto-circuito, se já não aconteceu. Isto não faz elas se afastarem, somente irá matar algumas e o resto do formigueiro continuará funcionando.
      Você não disse que tipo de formiga é, suponho que para tomar conta tão rápido de um vazio, devem ser as cortadeiras.
      Uma técnica antiga é colocar no caminho delas, sementes de gergelim cru. Elas irão carregar as sementes para o lugar onde armazenam comida. Como as cortadeiras alimentam-se de um fungo que cresce sob certas condições, o óleo presente no gergelim diminui ou elimina seu crescimento, fazendo as formigas passar fome e eventualmente saindo do local.
      Outra solução, mais rápida, é DESLIGAR TOTALMENTE a fiação da rede elétrica que vai para a central, abrir a caixa da central e derramar sobre ela água fervente. Isto irá limpar toda a terra e expulsar as formigas. Desaparafuse e desconecte então a placa da central (anotando as ligações), passe mais um pouco de água na placa, evitando os relés e exponha ela ao sol forte, por pelo menos duas horas.
      Enquanto isto, termine de limpar a caixa da central e remonte quando tudo estiver bem seco. Geralmente resolve, se ainda não queimou algo por causa das formigas.
      SÓ VOLTE A LIGAR A REDE ELÉTRICA QUANDO TUDO ESTIVER SECO, COM A CERTEZA DE QUE TODAS AS CONEXÕES ESTÃO CORRETAS, SEM QUALQUER POÇA D’ÀGUA OU UMIDADE POR PERTO. NÂO ME RESPONSABILIZO POR IMPRUDÊNCIA OU NEGLIGÊNCIA NO SERVIÇO, QUE PODEM RESULTAR EM MORTE, APENAS ESTOU DANDO UMA SUGESTÃO.

  6. Sandro
    21 de maio de 2014 às 14:28

    Bom dia, parabéns pelo conhecimento e por reparti-lo. Minha situação é a seguinte, entreguei um dos meus controles para um prestador de serviços, só que após não ter terminado o serviço o mesmo também não devolveu o controle. Minha dúvida: Tem como mudar a configuração da placa da Marca GAREN, para que o controle que perdi não consiga mais abrir o portão e não tenha que comprar novos controles. Não sei se essa informação é importante, o motor pelo visto é bem antigo, e o meu portão é de elevação. Obrigado.

    • 21 de maio de 2014 às 21:25

      Sandro, não conheço esta marca de controle, mas se o controle tiver aqueles jumpers, o melhor a fazer é trocar a codificação de todos os controles e da central. Caso seja de chip pequeno, com 8 pinos, você terá que apagar a memória da central e recadastrar nela todos os controles que podem abrir o portão. Leia o texto para maiores detalhes.

      • Sandro
        22 de maio de 2014 às 21:51

        Obrigado pelas informações, eu me expressei mal, a marca Garen é do motor, o controle é peccinin, mas de qualquer forma tem como resetar a placa. Mais uma vez obrigado.

  7. Claudia Gonçalves da Silvca
    17 de maio de 2014 às 23:20

    Olá preciso de ajuda, sou síndica e aprendi a codificar os controles dos portões ! Mas uma moradora mudou de garagem e achei que era só codificar o controle no outro portão. Resumindo, qdo aciona o controle os dois portões abrem ao mesmo tempo. Fiquei o sábado todo procurando na internet como apagar a memória do controle. Para que possa incluir o codigo do portão correto. Não achei nada. HEEEELPPPP. Vou ter que comprar outro controle p moradora???

    • 21 de maio de 2014 às 21:48

      Claudia, desculpe a demora em responder, estou com problemas na internet. Pelo que vi, o cadastramento é feito na memória da central. A forma que os fabricantes fazem, em sua maioria, para excluir um controle, é apagar toda a memória e recadastrar somente os controles válidos.
      Nos modelos que já tive contato, há um jumper na placa interna para colocar em modo programação e uma tecla para efetuar o cadastramento, normalmente chamada PROG. Esta tecla, quando pressionada rapidamente, abre uma “janela” para cadastrar o controle, quando é necessário acioná-lo, daí aperta-se novamente a tecla para confirmar a inclusão.
      Quando se quer apagar toda a programação, alguns modelos limpam a memória se apertar a tecla PROG uns 20 a 30 segundos. Outros fabricantes podem ter uma tecla RESET. Ainda assim, o manual de operação da central deve ter estas informações.

  8. clovis de morais
    6 de maio de 2014 às 15:43

    Olá ZÉBIO! Gostaria de saber como mudar a taxa de bits,num chip ht6026, sei que trocando os resistores ligado aos pinos 11 e 13 ,e o capacitor ligado ao pino do chip 12 muda a taxa.Frequência 325mhz ,taxa de bits 2392, com 9 dígitos. troquei os resistores 47kohm,se 100kohm,s por 10kohm,s e 22kohm,s, e a taxa de bits subiu para 2564, mas a frequência do controle desapareceu e o código e a taxa de bits permaneceram . Oquê ouve com o controle será que devo trocar o capacitor 2a472j também a marca do controle remoto é ramper., qual seria o valor do capacitor? aguardo respostas….

    • 6 de maio de 2014 às 23:12

      Clovis, não me aprofundei muito no funcionamento dos circuitos, por isto não posso ajudar muito. O que vi no datasheet do HT6206 (disponível no Farnell: http://www.farnell.com/datasheets/57855.pdf), é que ele só vai até 400MHz, não passa disso, veja o desenho da página 7 desta folha de dados. Talvez seja este o seu problema.

  9. paulo
    14 de abril de 2014 às 13:14

    Excelente post. Parabéns.

  10. André Feitosa
    11 de abril de 2014 às 20:41

    Olá Eusébio. Primeiro gostaria de destacar sua generosidade em dividir seus conhecimentos e elogiar o teu texto. Bastante esclarecedor. Segundo: troquei recentemente a placa de controle do meu portão, só que ele aciona com qualquer sinal de controle remoto ( do alarme, do vizinho, etc). Você sabe o que pode estar acontecendo?

    • 12 de abril de 2014 às 20:12

      André, a única possibilidade que vejo é que o alarme aceita todos os códigos, como se todos eles estivessem cadastrados nesta central.

      Ou há um defeito no módulo receptor, que aciona a sua saída com qualquer sinal de radiofrequência, que é o que parece ocorrer. Talvez uma descarga elétrica tenha causado o defeito.

      Eu recomendaria trocar este módulo, geralmente é uma plaquinha em separado, montada perpendicularmente na placa dos relés. A antena (aquele pedaço de fio esticado) é ligada nele.

      Se não houver módulo separado e o receptor estiver integrado à placa, o melhor é trocar a central por uma nova.

      Há várias marcas de boa qualidade no Brasil, eu já tive contato com as placas da Rossi, Peccinin e Compatec, recomendo todas.
      Aliás, nesta última, tem a foto de uma central de comando para portões eletrônicos onde aparece, perpendicularmente, o módulo de RF:

      http://www.compatec.com.br/produtos/visualizar/comando-para-portao—rqc07s-rqc08s/

      Há também modelos mais simples, como a Unisystem, que são adequados a portões leves. Ou tem que fazer a proteção dos relés, como mostrado em um post mais antigo.

  11. 26 de março de 2014 às 15:01

    Boa tarde. Não sei se tem como me ajudar. Tenho um sistema antigo funcionando em 280 Mhz. Comprei uns controles de 292 a 315. (tudo com 145026) Como consigo baixar a frequência de 292/315 para 280? Entendo de eletrônica razoavelmente. Agradeço a sua atenção.

    • 26 de março de 2014 às 21:43

      Pieter, vamos considerar duas premissas para poder levar a cabo seu objetivo: primeiro, o código gerado no novo controle é o correto e tem o mesmo intervalo de tempo que o original, ou seja, o tamanho do código, ao longo do tempo, é semelhante ao controle antigo.
      Em segundo, vamos supor que o circuito integrado gere apenas o código, nada mais. Este sinal irá modular uma portadora em outro estágio (transmissão de RF), que é onde será necessário mexer.

      Sugiro que extraia o esquema do estágio de transmissão dos dois controles – geralmente são formados por um ou dois transistores e poucos componentes adicionais – e os compare. Daí já poderá ver as diferenças, que tipo de oscilador cada controle utiliza e o que deveria ser feito para baixar a frequência de ressonância do oscilador. Lembre-se que a placa de circuito impresso também tem bobinas impressas, que devem ser levadas em conta no momento de desenhar.

      Para baixar a frequência, você deverá fazer duas coisas: aumentar o valor de um capacitor e/ou aumentar a indutância (tamanho) de alguma bobina. Um frequencímetro será de grande ajuda.

  12. Sergio
    25 de março de 2014 às 09:00

    Bom dia amigo, cadastrei um novo controle e depois disso o portão passa direto no final do curso e não consigo programa-lo, pode me ajudar? central acton.

    • 26 de março de 2014 às 21:53

      Sergio, você deverá procurar o manual do fabricante, pois ali ele deve indicar como fazê-lo. Geralmente há dois tipos de chave de fim de curso, a mais comum é com Reed Switch e eletroímã. Outro tipo é um mecanismo interno no portão, com uma barra roscada que movimenta

    • Sergio
      27 de março de 2014 às 08:43

      o meu é com ima, tem algum jeito de configurar.

      • 27 de março de 2014 às 17:23

        Sergio, os modelos de alarme com ímã são tremendamente inseguros, pois a única alternativa é escolher um local discreto para fazer a instalação. Mas como o sensor tem que ficar atrás de um vidro ou plástico, fica difícil não notar depois de algum tempo as marcas deixadas ao passar o acionador. E qualquer ímã forte consegue abri-lo.

        A solução, mantendo o mesmo alarme, é relativamente simples. Como o sensor é apenas um reed-switch, que na prática é uma chave acionada por ímã, igual aos sensores de portas e janelas de residências, a solução seria implementar um dispositivo receptor que acionasse um relé. Junto, seria utilizado um transmissor compatível com tal receptor (o controle).

        Para quem entende de eletrônica, o desafio não deixa de ser interessante, mas é trabalhoso, pois há necessidade de estudar o funcionamento dos dois circuitos (receptor novo e alarme), para poder interligá-los.

        Alarmes para carros são baratos, além de confiáveis. Obviamente, não estou falando daquele que detecta vibração da lataria, que dispara por qualquer coisa.

        Hoje há alarmes com sensores nas portas, mais ultrassom, que identifica movimentação de ar dentro do habitáculo. Geralmente, se é necessário deixar a janela um pouco aberta, o alarme de ultrassom pode ser desativado, enquanto que os sensores das portas continuam funcionando.

        Inclusive, alguns alarmes tem a opção de sinalizar se o carro está desligado, mas com os faróis acesos. Em princípio, todos os alarmes cortam o combustível, após algum tempo de acionamento.

        Mas eles devem ser instalados corretamente, pois já fiquei na estrada por causa do alarme. Em vez do instalador desligar o comando do relé da bomba de combustível, ele desligou o próprio relé da bomba, que consome muito mais corrente. O relé do alarme durou alguns anos, até torrar os contatos. E foi demorado para o pessoal da oficina mecânica, em um município do interior, descobrir onde estava o furo da bala.

  13. Antonio Carlos
    18 de março de 2014 às 12:26

    Ola Bom dia, tenho como aumentar o alcance de um controle tipo tx flex 433,92 mhz ?
    Gostariamos de abrir o portão de um condomínio antes de chegar próximo evitando assaltos, recebi uma informação de que poderia incluir um papel lâminado no interior isolado das trilhas é possível ??
    obrigado pela atenção

    • 19 de março de 2014 às 18:51

      Antônio, pelo que você comenta, a ideia é fazer uma espécie de refletor para rebater a onda e ampliar o alcance, mas pode fazer o efeito contrário. O ideal seria calcular uma antena de meia onda para o controle, mas para isso quem faz a modificação tem que conhecer radiofrequência, é meio complicado.
      Outra forma seria aumentar a tensão de alimentação, mas isto poderia queimar algum componente, se ele já está no limite.
      Uma última maneira seria colocar um amplificador de sinal na saída do transmissor, mas acho impraticável pelo trabalho envolvido.

      Talvez se alimentasse o controle pela bateria do automóvel, com um interruptor interno. O chassis do carro poderia fazer um plano-terra e aumentar a eficiência, mas o controle teria que ficar perto da grade dianteira.

      Alguns instalam o controle na luz alta, daí um sinal de luz aciona o portão. Mas o controle fica transmitindo todo o tempo em que a luz fica ligada, durante a noite. Isto torna o sistema inseguro, se alguém tiver por perto um copiador de códigos.

  14. Willian
    9 de março de 2014 às 14:11

    Ola Eusebio, realmente com uma nova solda nos controles resolveu o problema, voltaram a funcionar, em relacao a placa, eu ja troquei os reles e continua no mesmo esquema, depois de um tempo desligada dos fios ela volta a funcionar normal, depois parece que esquenta e pára de funcionar a abertura e soh funciona o fechamento. mas tudo bem, acredito que algum componente esteja cansado mesmo, o jeito eh eu fazer um curso de eletronica ou mandar pra um tecnico..rsss Obrigado amigo.

    • 9 de março de 2014 às 22:22

      Willian, me ocorreu mais uma causa: poderia ser o capacitor do motor, pois ele é que dá a partida para o motor começar a girar. Em alguns casos, a partida falha ou não acontece. É uma peça grande, geralmente junto ao motor, com 2 ou 3 fios, conforme o modelo. Há poucos dias, tive problema com um ventilador de teto, que parou de funcionar. Troquei o capacitor, que fica junto das chaves, e agora gira mais rápido que antes. Brevemente, farei um post sobre este problema.

    • Victor
      17 de julho de 2014 às 16:54

      Olá Willian e Eusebio, também estou com o problema no controle em que a luz acende mas o controle não abre o portão. Onde você aplicou a solda, em todo o controle? Meu controle também é da marca Rossi de 433 Mhz

  15. Walter
    9 de março de 2014 às 13:51

    Boa tarde. Gostaria de pedir sua ajuda. Tenho um automatizador da Peccinin e sempre que chove, o controle não funciona, ou melhor, funciona mas é preciso praticamente aproximar o controle a pelo menos 1 metro para acioná-lo. Poderia ajudar-me ? Agradeço desde já. Walter

    • 9 de março de 2014 às 22:28

      Walter, o problema parece relacionado com a umidade. A primeira coisa a fazer é garantir que a antena não esteja ligada a qualquer coisa, pois mesmo encostada em uma superfície plástica, quando chove ela pode tornar-se condutora, diminuindo a eficiência da recepção.

      Também poderiam ser respingos de chuva que caem indiretamente sobre a placa, especialmente o módulo de RF, que recebe o sinal do controle. Certifique-se de que a placa esteja sempre ao abrigo da chuva e umidade e não seja atingida por pingos que rebatem no chão, por exemplo.

      Também poderia ajudar a aplicação de um verniz à prova d’água, no módulo de recepção, de modo a impedir que a umidade altere o comportamento do circuito.

  16. Willian
    7 de março de 2014 às 20:28

    Ola amigo, gostaria que vc pudesse me ajudar, 1° – tenho uns controles que estão acendendo o LED mas nao abre o portao e nem consigo mais cadastra-los, é como se estivessem queimados, eles sao da marca Rossi de 433 Mhz
    2° – tenho uma placa Rossi que somente fecha o portao, abertura nao funciona, o engraçado que, quando desligo tudo da placa deixo um tempo desligado e depois volto a religar, ele volta a funcionar por um determinado tempo, acredito que tenha uma peça cansada, lembrando que NAO é o fim de curso com defeito pq ja troquei e continua o mesmo problema, desde já agradeço.

    • 8 de março de 2014 às 23:52

      Willian, se você não consegue cadastrá-los, é porque eles não estão emitindo o código, ou ele está tão ruim que não é reconhecido pelo receptor. Refaça as soldas dos controles, provavelmente resolva.

      Quanto à placa Rossi, quando o motor não funciona num dos movimentos, tem relé com defeito. O ideal é trocar todos eles, por outros modelos de boa qualidade e maior corrente (se for do mesmo tamanho). Se possível, instale uma proteção como a que mencionei neste blog, em Projetos, dê uma olhada no índice geral.

  17. valdemir
    5 de março de 2014 às 20:39

    Amigo, tenho outra duvida, sobre meu motor, ja encomendei uma placa nova.
    mas tenho outra duvida. ja viu as placas rampy, que nao tem botão algum pra se configurar novo controle? Como se configura um controle naquilo?

    grato

    • 5 de março de 2014 às 22:59

      Valdemir, você deve estar dizendo botão na parte externa do gabinete. Pelo que vi no link da empresa (http://www.rampy.com.br/produtos/), as placas tem uma chave tipo tact na placa de circuito impresso, você deverá abrir o aparelho para cadastrar. E pela foto, parece também que há jumpers para configurar a operação. Só se o modelo que você adquiriu é um novo, que não apareceu ainda na página web da empresa. Daí, melhor é consultar o manual do fabricante.

    • Rogério
      5 de abril de 2014 às 22:26

      Valdemir estou com o mesmo problema, a placa do portão automático da casa que aluguei também não tem qualquer botão ou led, até então não descobri como cadastrar outros controles, se você já tiver conseguido encontrar a solução, por favor, compartilhe. Obrigado.

  18. Sylvia Porto
    28 de fevereiro de 2014 às 00:43

    Corrigindo: a marca é Peccinin;
    Complementando: são trinta e seis (36) controles que foram configurados em separado, conforme o horário que cada morador chegava ao prédio, já foi levantada a hipótese de que os controles teriam de ser TODOS configurados em sequencia, sem grandes intervalos de tempo entre uma configuração e outra, como foi feito, há coerência nesta hipótese
    ?

    • 3 de março de 2014 às 22:29

      Sylvia, esta marca, Peccinin, tive contato há poucos dias com ela e gostei muito. O modelo que vi tinha um acionamento muito silencioso e ao final do movimento reduzia a velocidade do motor, fechando suavemente. Não tinha visto um portão fazer isso ainda. E além disso, parece que todos os modelos tem dispositivo anti-esmagamento, além de poder instalar barreira infra-vermelho para evitar colisões. Há também circuitos para motores trifásicos, provavelmente para portões industriais.

      E a central modelo CP-2000 (e talvez outros modelos) tem um recurso interessante: para não perder a configuração dos controles habilitados para acionar a central, é só retirar a memória do circuito antigo e colocar na nova placa (provavelmente é por soquete, não precisa soldar).

      Geralmente é isto que deveria ter sido feito: o técnico vem, troca a placa por outra idêntica, retira a memória antiga e coloca na nova placa. Assim, o portão volta a funcionar imediatamente, com todos os mesmos controles já cadastrados, sem estresse. Veja no link o catálogo do seu modelo: http://www.peccinin.com.br/portugues/manuais_peccinin_portugues.asp

      Não verifiquei se há limite de inclusão de controles, creio que não, mas o manual deve indicar isto. Parece mais que o técnico apagou todos os anteriores (programação nova), em vez de continuar a cadastrar na lista existente.

      Pelo que vi nos modelos que estudei até agora, o cadastramento de qualquer controle pode ser feito a qualquer tempo, adicionando à lista existente. O problema é retirar algum, daí talvez tenha que se fazer uma nova programação. Mas como estas características são implementadas pelo fabricante, cada um irá definir as condições que acha melhores para o circuito desempenhar seu trabalho, daí pode ocorrer esta limitação. Melhor sempre é consultar os manuais de uso e configuração do aparelho.

  19. Sylvia Porto
    28 de fevereiro de 2014 às 00:27

    No meu prédio tem um portão eletrônico da marca peccini, no sábado passado em virtude de quedas sucessivas de energia queimaram vários componentes, segundo o técnico, depois de reparado todos os controles tiveram de ser reconfigurados, até então tudo certo, entretanto estamos enfrentando um problema,os controles de acesso ficam inativos e tem de ser reconfigurados. Minha pergunta é:
    Existe limite de controles a serem configurados? Notamos que os controles que ficaram inativos foram os primeiros que foram configurados.

  20. valdemir
    27 de fevereiro de 2014 às 21:08

    <esqueci de te falar, nao quer cadastrar novos controles tambem.

    • 3 de março de 2014 às 22:10

      Valdemir, há muitos tipos de circuitos de acionamento (com motor monofásico ou trifásico, sensor anti-esmagamento, redução de velocidade no final do fechamento, etc.). O melhor seria manter o mesmo modelo e marca, pois assim a compatibilidade é total. Se o circuito do portão não foi atingido por raios, geralmente o que estragam são os relés.

  21. valdemir
    27 de fevereiro de 2014 às 20:55

    Ola amigo, meu motor de portao nao esta parando quando aciono o controle, só quando chega no fim de curso, é uma placa ccm4 da rcg.
    de me uma ajuda aí faz favor,
    estou ohando outra pra comprar no mercado livre, sera que da certo uma compativel universal? obrigado

  22. wagner
    25 de fevereiro de 2014 às 02:41

    Bom dia, primeiramente parabéns pelo site. Meu portão é da SEG e a central não esta aceitando cadastramento de novos controles. Um dos meus controles deu problema(corrosão) posso comprar um novo controle no mesmo modelo ou frequência e utilizar o circuito integrado do antigo? Ira funcionar? Obrigado.

    • 25 de fevereiro de 2014 às 14:27

      Wagner, não posso afirmar com certeza, pois não conheço estes circuitos. Mas se as placas dos controles forem perfeitamente idênticas, é bem provável que os chips possam ser intercambiados.

  23. lucio
    15 de fevereiro de 2014 às 18:38

    o meu portão é um seg e tenho um controle ppa 433 a mesma freq do motor , eu posso configurar o controle ? na placa não encontrei o jumper prog tem uns 4 jumpers diferentes eu não sei como fazer vc pode me ajudar? obrigado

    • 18 de fevereiro de 2014 às 22:41

      Lucio, há muitas diferenças entre os sistemas de controle de portões. O melhor modo de resolver seu problema é procurar o manual do receptor SEG, se necessário na internet e ver quais são as configurações de jumpers e os procedimentos para fazer a habilitação do seu controle PPA. Lembre-se que tanto o receptor quanto o transmissor devem utilizar a mesma frequência.

  24. rodrigo
    13 de fevereiro de 2014 às 22:44

    Boa Noite! no meu prédio tem portao automatico e o controle e o da figura 10. gostaria de saber se quando eu aperto para o portao ser aberto e quando ele chega na metade aperto novamente para ele parar, em seguida eu saio com a moto, e aperto mais uma vez para fechar..esse procedimento pode causar algum tipo de dano?

    • 18 de fevereiro de 2014 às 22:54

      Rodrigo, em princípio, não tem problema, esta operação é tranquila para o motor. Poderia montar a proteção para o relé, que comentei em post específico (veja o índice, em projetos).

      O problema seria se o portão bate em algo e só depois desliga o motor. Neste caso, o sistema todo sofre muito estresse, pode queimar os relés e o motor.

  25. Leila
    10 de fevereiro de 2014 às 14:53

    oi, td bem? O meu problema é o seguinte: a pilha do meu controle não está durando nada…. menos de um mês…. isso não pode ser normal, pois vinha usando normalmente, desde que precisei trocar a primeira vez, pronto… agora todo mês é uma pilha, sendo que a anterior deve ter durado quase uns 03 anos, poderia me dar alguma idéia ou sugestão de marca melhor pra comprar? Muito obrigada,

    • 12 de fevereiro de 2014 às 08:53

      Leila, cuide se não está expondo o controle ao sol, isto diminui drasticamente a vida útil de pilhas e baterias. Além disso, a marca da pilha utilizada é sempre a mesma? Ela pode ser do mesmo lote e todas estarem em más condições.

      Tente uma Panasonic ou Duracell, por exemplo.

      Se você já trocou de marcas, o controle pode estar com oxidação em algum ponto da plaquinha, causando fuga de corrente. Talvez limpando a placa com álcool isopropílico, resolva. Ou trocando o controle, as lojas de materiais elétricos costumam ter equivalentes e se for do modelo antigo, de jumpers, é só copiar para o novo as interrupções.

      • Leila
        12 de fevereiro de 2014 às 15:48

        Muito bem observado, realmente está ficando dentro do carro no sol, o dia todo e as pilhas tb são do mesmo lote…. Comprarei uma Duracell hoje mesmo e testarei! Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito obrigada mesmo pela informação, me foi muito útil e o sr muito solicito!

  26. Carlos Fioratte
    9 de fevereiro de 2014 às 20:53

    olá!! Boa noite!!

    Possuo em minha residência um Portão eletrônico marca PPA instalado à cerca de 6 meses. A cerca de 2 semanas começou a falhar para abrir. Quando abro no manual, ele volta a funcionar normalmente.. O que pode ser???? Obrigado!

    • 12 de fevereiro de 2014 às 08:44

      Carlos, não entendi claramente o que você chama de abertura manual. Se você tem uma forma de utilizar o motor diretamente, sem a placa de controle, o problema pode ser na placa de acionamento. É como explico no artigo, um portão muito grande ou muito pesado, poderá dar problema com os relés. Eu trocaria os dois relés, por algum mais potente (maior amperagem), se possível.

    • 19942000
      15 de fevereiro de 2014 às 00:21

      Boa noite!!

      Eusebio,

      A maneira manual que comentei, trata-se de que quando ocorre o problema de não abrir, vou até o motor, libero o mesmo com a chave e movo manualmente 1m para trás e quando retorno para o modo automático ( Apertando o controle ) ele volta a funcionar. Meu portão não é grande, moro em uma casa geminada, apenas ele prende um pouco no meio do caminho pois o portão não foi instalado muito bem só que isto não prende o portão na partida, apenas no “meio”. O que pode ser??? Obrigado pelo retorno!

      • 18 de fevereiro de 2014 às 22:51

        19942000, pelo jeito o problema é a carga excessiva para o motor, que pode sobreaquecê-lo e causar o travamento. Eu tive um caso assim no meu portão. Um dia o carro ficou no meio do caminho, não lembrei e baixei o portão no controle.

        O portão bateu no capô dianteiro do carro e até fez uma pequena marca, mas não ficou lá gemendo. Simplesmente parou. Só desliguei o sistema da tomada, esperei um tempo até esfriar o motor e religuei novamente, tudo funcionou direitinho, não incomodou nunca, fazem mais de 3 anos.

        E o portão não tem sensor anti-esmagamento.

  27. Luciano
    5 de fevereiro de 2014 às 18:00

    Zébio, tens algum email que possa entrar em contato contigo? Estou montando um trabalho e gostaria de tirar algumas duvidas.

    • 6 de fevereiro de 2014 às 16:11

      Luciano, qual seria o objetivo do trabalho? Podemos tratar por aqui, para mais pessoas ficarem informadas.

  28. Rainédson Freire
    19 de janeiro de 2014 às 12:50

    Nâo sou tecnico em eletrônica, mas fiz curso de eletricidade e tenho paixão pela área…Comprei um DZ3 da Rossi, e percebi que de dois meses para cá, o portão abre sozinho. Tenho amigo excelente técnico que não conseguiu resolver a situação, e condenou minha placa. Comprei uma original KXH30 433 da Rossi, e novamente deu o mesmo problema (de abrir sozinho). Passei a manhã na net pesquisando, e talvez o diagnóstico mais provável seja de interferência na minha frequência. Suspeito disso tendo em vista que a partir do momento que meu vizinho instalou também um portão semelhante, há três meses atrás, é que começou a dar o CITADO PROBLEMA DE ABRIR SOZINHO O PORTÃO…

    Você teria outra dica Eusébio?? Parabéns pelo Forum, muito interessante mesmo…

    • 19 de janeiro de 2014 às 17:49

      Rainédson, que bom que você está interessado em eletrônica, seja bem vindo a este fascinante mundo. O seu problema pode ser resolvido de algumas formas simples: Se você comprou a placa original Rossi, que tem um circuito integrado de 8 pinos na codificação, ela veio com uma programação limpa, ou seja, nenhum controle remoto cadastrado na memória. Você deve ter cadastrado o controle da sua garagem e esperava exclusividade do acionamento.

      Há poucas possibilidades de problemas. Ou o seu vizinho tem um controle com exatamente o mesmo código que o seu, o que é um tanto improvável, já que os fabricantes cuidam disso. Você pode comprar outro controle de 433 MHz, limpar toda a memória da placa e cadastrar somente este controle. Deve resolver.

      Se o problema sumir por alguns dias, mas voltar a ocorrer, então alguém tem um controle copiador, que copia o código no momento em que você aciona o controle, podendo usá-lo quando bem entender. Não estou afirmando, mas é uma possibilidade, infelizmente muito concreta nos dias de hoje.

      Antes de sair acusando seu vizinho, teste bem seu sistema, veja se a placa receptora tem uma antena com fio de tamanho adequado (não muito grande) e se não há outros circuitos interferentes no entorno do portão. Cuide exatamente o momento em que ocorre a abertura indevida, o que mais está acontecendo ao redor.

      Às vezes, tem controles que só de deixar dentro de uma bolsa já acionam os botões, que são muito sensíveis. Eu tenho um assim.

      Uma outra possibilidade é que o controle tenha o circuito de jumpers, como falado no artigo. Aí é muito fácil de ocorrer semelhança de códigos. Neste caso, deverá trocar o código no controle e na placa do portão, abrindo ou soldando alguns jumpers.

  29. julio cesar
    19 de dezembro de 2013 às 18:59

    Ola, tenho vários controles e gostaria de reprogramar um deles pelo menos para usar um controle somente para portão e central de alarme. Existe possibilidade de zerar a programação do controle ou não?

    • 20 de dezembro de 2013 às 22:52

      Julio, se o circuito integrado dentro do controle tiver 14 ou 16 pinos, é possível alterar a programação, pois o código é criado com pontes de ligação, geralmente 8 ou 10, que devem ficar iguais às do controle original. Obviamente, este circuito integrado deverá ser idêntico ou equivalente ao que você quer substituir. A frequência de transmissão dos dois modelos também deve ser a mesma.

      Mas se você tiver um controle com um pegueno circuito integrado, de 8 pinos, não será possível mudar, pois o código é original de fábrica. Nestes modelos o procedimento é diferente, pois o código do controle deve ser memorizado no receptor. O manual deve indicar o modo de fazer.

      Releia o artigo para saber as famílias de circuitos integrados de cada tipo.

  30. Ralf Jesus Ster
    12 de dezembro de 2013 às 11:27

    meu controle acende a luz e não abre o portão o q pode ser.
    Ja troquei a pilha e nada
    o modelo é ECP aquele que corta para codificara o controle

    • 13 de dezembro de 2013 às 23:10

      Ralf, primeira coisa é verificar se o código de jumpers é idêntico, no receptor e nos controles.

      Depois, eu trocaria a chave de acionamento. Já consertei muitos controles assim. Até o LED já troquei, por causa de falhas na soldagrem.

  31. VAGNER
    12 de dezembro de 2013 às 11:23

    Como faco para alterar a frequencia de um controle 292MHz p 433MHz, ou cadastrar este em uma central Sulton 433MHz.

    • 13 de dezembro de 2013 às 22:31

      Vagner, quando é necessário o cadastramento de controles em alguma central desconhecida, a primeira coisa a fazer é buscar o manual do fabricante, eu encontro muita coisa na internet. Se não der, a solução é procurar o datasheet do circuito integrado principal, que comanda o alarme, para identificar os pinos básicos, como o reset e programação. o mais garantido é o manual.

      Quanto à troca de frequência, o transmissor, em princípio, seria mais difícil. Por eles custarem pouco é mais fácil adquirir um controle novo.
      A central, por outro lado, pode receber o sinal através de um módulo RF. Este módulo pode ser trocado por outro, de outra frequência, se os pinos forem compatíveis. Eu não saberia dizer se isto ocorre com frequência.

  32. Luiz Freire
    30 de novembro de 2013 às 19:39

    Olá, eu, acidentalmente, liguei os polos invertidos com a bateria. Percebi e coloquei corretamente, mas o controle não funcionou mais. tem alguma ideia do que pode ser feito?

    • 30 de novembro de 2013 às 21:25

      Luiz, eu também já inverti e nunca aconteceu nada. Pode ser uma coincidência, veja se há alguma solda ruim.

  33. karina
    17 de outubro de 2013 às 10:43

    Como faço para adquirir um outro controle?

    • 17 de outubro de 2013 às 19:05

      Karina, leve seu controle original em alguma destas lojas de material elétrico ou eletrônico, alguma que seja bem sortida. Provavelmente eles terão o controle novo para lhe vender, ou lhe indicarão quem tem.
      Dependendo do tipo de controle, eles poderão reproduzir o seu, daí será só utilizá-lo.
      Caso não seja possível a cópia, você terá que cadastrar o novo controle no receptor do portão, aí depende de cada fabricante o modo de fazê-lo, tem que olhar o manual do produto.

  34. walter ramos
    13 de outubro de 2013 às 09:46

    meu portão é da SEG. e meu controle já tem 5 anos de uso, e mesmo com pilhas novas ele está tendo problema de mau contato. quando eu aperto a tecla emborrachada o LED acende bem fraquinho por varias vezes, dai eu abro ele dou uma mexida na pilha, tiro do lugar, dou uma rodadinha nela, e vou apertando até a luz forte aparecer e abrir o portão. Nesse caso será o que?

    • walter ramos
      13 de outubro de 2013 às 09:56

      Eu já comprei mais uns controle novos e aprendi como fazer a instalação deles no Youtube tem uns videos ensinando.

    • 13 de outubro de 2013 às 16:20

      Walter, o seu problema parece ser oxidação dos contatos da pilha ou solda fria neles.

      Pela minha experiência com estes controles, e como relatei no artigo, eles costumam estragar, principalmente, em 3 pontos básicos: Oxidação ou solda fria dos contatos, chave tact com defeito e LED queimado ou com terminal solto. Releia o artigo que todas as explicações estão lá.

      • walter ramos
        15 de outubro de 2013 às 09:40

        Eu abri olhei com mais atenção a placa de circuito e as soldas estavam boas mas haviam umas manchas amarelas, acho que é isso que vc chama de oxidação, ai eu fiz uma limpeza com um cotonete embebido com alcool isopropilico, eliminei as manchas e ele voltou a funcionar.

      • 15 de outubro de 2013 às 23:08

        É isso aí, Walter, parabéns.

  35. 10 de setembro de 2013 às 08:35

    fogosfatuosmc :
    Obrigado, vou tentar o ajuste do trimmer!

    Problema resolvido, os controles estavam fora de frequência, levei para ajustar a frequência e agora estão funcionando perfeitamente.

  36. César Roëntgen
    9 de setembro de 2013 às 11:20

    Olá Eusébio, bacana seu blog.
    Tenho um portão eletrônico antigo, receptor com frequência 299, aqueles de “riscar” os contatos no controle.
    Mas o que eu queria saber, é se tem como instalar um botão pulsador escondido, para abrir e fechar o portão sem o uso do controle! E como posso fazer isso. Abraço. César.

    • 10 de setembro de 2013 às 00:42

      César, acredito que você queira colocar em um automóvel, certo? Compre uma chave de contato momentâneo (tipo campainha) e instale ela no painel. Não use um cabo muito longo. Se o cabo precisar ser longo, utilize fio blindado para cada contato da chave e a ligue as malhas ao chassis. Se o controle ficar escondido, dentro do painel, este painel deverá ser plástico. O metal atrapalha o desempenho da antena.

      Além disso, puxe um par de cabinhos da bateria e ligue no lugar da pilha do controle. Não esqueça de um fusível de 0,1 A no positivo, ligado bem perto da bateria. Assim você evita incêndios, caso ocorra um curto-circuito.

      Por precaução, eu adicionaria dentro do controle, um capacitor de 100uF 25V mais um de poliéster de 100nF/63V, todos em paralelo com a ligação da pilha. Isto evitaria surtos de tensão vindos da fiação longa.

      E depois de ter escrito tudo isto, li novamente seu texto. Para não utilizar controle remoto, você precisa saber qual é o comando para abrir/fechar. Devem ser dois relés que acionam o motor. Normalmente, um liga e outro desliga, a cada evento. Você deverá ver como ele funciona e fazer seus testes.

      Cada caso é um caso, mas é possível sim, pois antigamente, antes do advento dos controles, utilizava-se uma chave de cada lado do portão, na altura do braço do motorista. Quando girada, abria ou fechava o portão. Talvez algum técnico “da antiga” saiba, ou até o pessoal de alguma loja tradicional de material elétrico. Eles podem ter alguém que saiba como fazer.

  37. 2 de setembro de 2013 às 08:51

    Olá, tenho dois controles novos que só abrem pelo lado de dentro do portão e bem próximo da central, o antigo abre normalmente por dentro e por fora.
    O que será que pode estar acontecendo?
    Desde já agradeço, e parabéns pelo post!

    • 2 de setembro de 2013 às 13:29

      Marcos, dê uma olhada nos comentários anteriores, que abordam exatamente este problema. Creio que seja a qualidade da recepção do sinal da placa junto ao motor.

      • 2 de setembro de 2013 às 14:22

        Obrigado, vou tentar o ajuste do trimmer!

  38. Wilson Carlos Bahiense
    25 de agosto de 2013 às 20:55

    Gostaria de colaborar com o assunto, passando minha experiência. Já postei em maio/2013 minha dúvida, pois os controles falhavam, mesmo depois de revisados e estando OK.
    Resolvi meu problema melhorando a antena do receptor. Minha central fica embaixo e a recepção é prejudicada pela interferência do muro, portão de ferro, etc. Meu colega possui um portão com a central em cima e não tem problemas de recepção.
    Eu enrolei um fio de cobre isolado comprido no fio de antena que fica soldado na placa.
    Deixei o fio exposto do lado de fora da central, a fim de aumentar a recepção. E deu certo.
    Consigo agora abrir o portão a uns 20 metros de distância.

  39. José Romildo de Souza.
    20 de agosto de 2013 às 13:47

    Olá Zébio. Gostaria de saber se o amigo poderia dar uma luz sobre o meu portão Rossi, ele só atente pela botoeira. Com o controle, só quando aproximo bem da central. Obs: controle e bateria novos. abraço.

    • 22 de agosto de 2013 às 13:15

      José, veja a qualidade da antena do receptor.
      Deve se um fio que sai da placa e não pode ficar próximo de superfícies metálicas.
      Talvez a solda dele esteja com problema, se já foi muito mexido.

      Também pode ser um desajuste na frequência, (recepção ou transmissão), ligeiramente diferente um do outro.
      Os controles costumam ter um pequeno trimmer (capacitor ajustável), que pode resolver seu problema.
      Deve-se ajustar levemente, retirar a chave e testar.
      Se pegou, vá se afastando, e ajuste novamente.
      Haverá um ponto em que o alcance será máximo.
      O ajuste do trimmer é no máximo uma volta, não tem rosca.
      Se continuar ajustando, irá voltar ao mesmo ponto de antes.

      Mas só tente isto depois de verificar a antena.

      • José Romildo de Souza.
        22 de agosto de 2013 às 20:34

        Amigo! através de um comentário aqui no seu blog, eu consegui encontrar o defeito.Era um daqueles três reles, foi trocado e voltou a receber o comando a distancia. Muito grato pela dica e fica com Deus.

  40. 19 de agosto de 2013 às 16:49

    Olá Zébio! No final quando se refere a água, coloque no fim após secar no secador ou sol, deixar de um dia para o outro, a placa submersa em arroz cru e seco. Esse irá puxar todo resto de umidade na placa e componentes. Li num forum americanos, eles conseguiram recuperar iPhones com isso.

    • 20 de agosto de 2013 às 09:39

      Olá, Jgasparfilho, muito obrigado por sua dica. Realmente, o arroz é bem higroscópico e deve resolver o problema da umidade em locais inacessíveis. Isso me lembra dos saleiros nos restaurantes, que colocam arroz junto para ficar sequinho. Outra opção poderia ser o sagu, que também é higroscópico.

  41. Victor
    16 de junho de 2013 às 09:37

    Olá Zébio! Parabéns pela matéria, gostaria de perguntar a vc sobre o sinal enviado por esses controles. Possuo um relógio Casio de Control Remote – Infravermelho, existe uma função especifica nele no qual posso programar outros aparelhos que utilizem esse tipo de transmissão. Assim, tive a curiosidade de tentar programar o controle do portão residencial, mas não consegui e posteriomente abri o controle para entender sua forma de transimissão. Encontrei uma pequena preta soldado junto a placa, porém ja imaginava que não iria encontrar um led infra-vermelho devido a sua posição interna.

    Existe a possibilidade de soldar um led infravermelho junto ao transmissor do controle de modo momentâneo para codificar o sinal RF para Infra no qual o meu relógio posso memo rizar o sinal? Caso sim, como devo ligar ou conhecer o lado positivo e negativo da solda deste transmissor?

    • 16 de junho de 2013 às 19:49

      Victor, você já notou que o modo de transmissão de um é por RF e do outro, por infravermelho.
      Em princípio, seria possível ligar um LED infravermelho num transmissor destes mas, além de elevar o consumo da pilha interna e reduzir o alcance do controle, você teria que modificar também o receptor para aceitar infravermelho.
      Bastaria pegar o sinal codificado antes da saída RF. Mas hoje em dia, os circuitos integrados embutem tudo lá dentro, não tem como extrair somente o código.

      Além disso, são dois sistemas totalmente diferentes. O infravermelho é para uso interno, onde a luz ambiente não é muito elevada – a luz do sol geralmente atrapalha o funcionamento do circuito – e transmissor e receptor precisam enxergar um ao outro.
      Já a transmissão por radiofrequência tem um alcance maior, pode atravessar alguns obstáculos e não é influenciada pela luz ambiente.
      O seu Casio pode centralizar todos os seus controles de DVD, TV, Receptor cabo ou parabólica, etc. Para isso ele serve muito bem.

      Como sugestão para seu carro, você pode pesquisar na internet sistemas que utilizam a luz alta para acioná-lo: você dá uma piscada de luz alta e abre o portão. De todo modo, é um conforto que tem seus problemas, apesar de difícil ocorrência. Se você utiliza um controle antigo, a transmissão que ocorrerá a cada sinal de luz alta poderá abrir o portão de outra residência, involuntariamente.

  42. Wilson
    21 de maio de 2013 às 16:20

    Excelente matéria. Até que enfim encontrei algo mais contundente sobre defeitos em controles.
    Gostaria de saber sobre a função do trimer (trimpot) do controle remoto e se as falhas de atuação podem ser devido a frequência de transmissão estar um pouco fora, necessitando de ajuste no trimer.
    Espero que eu tenha conseguido explicar minha dúvida.

    • 21 de maio de 2013 às 23:55

      Olá, Wilson: A peça a que você se refere não deve ser um trimpot, pois trimpot é um resistor. Geralmente há um trimmer, que é um capacitor variável para ajustar a frequência. Só tenho visto necessidade de ajuste da frequência em pouquíssimos casos: 1) Quando o controle já teve o trimmer mexido; 2) Quando a bobina foi deslocada de sua posição original (isso é válido para controles mais antigos, pois os novos vem com a bobina impressa); 3) Corrosão do circuito impresso, alterando a ressonância do conjunto. Ou seja, raramente é necessário rever o ajuste do trimmer. Mas a pilha e os contatos devem ser revisados constantemente, ali é que estão a maioria dos problemas.

      Quanto a falhas de atuação, é mais provável que seja o interruptor de acionamento do controle que está falhando, ou alguma solda fria. Verifique as soldas das chaves, do LED (muito importante), e dos contatos da pilha. Eu geralmente ressoldo direto estas peças, para não ficar quebrando a cabeça com um defeito difícil de achar.

  43. Madhava
    18 de maio de 2013 às 20:59

    A propósito, muito bom teu post! Parabéns!

  44. Madhava
    18 de maio de 2013 às 20:58

    Olá Zébio.
    Gostaria de saber se você possui alguma informação ou dado sobre os controles remotos ao longo dos anos, numa questão mais estrutural e estética, como eram os controles antigamente e como foram se tornando, pois preciso fazer uma linha do tempo a respeito deles, e não estou encontrando nada… até por que eu não lembro muito de como eles eram antigamente. se tu tiver algum material que pudesse me ajudar, eu ficaria muito grata.

    • 19 de maio de 2013 às 00:47

      Olá, Madhava, não tenho nenhum material específico sobre isso, até porque estes controles foram aparecendo aos poucos no comércio, não lembro de ter visto algum datasheet publicado em revistas de eletrônica. Mas você poderia começar pesquisando as revistas de eletrônica, desde o final dos anos 1960.
      Por exemplo, a Revista Monitor de Rádio e Televisão apresentou um artigo, no final da década de 1960, se não me engano, de um controle remoto a válvulas, acionado por uma lâmpada. O receptor recebia a informação com uma fotocélula e fazia um motor girar o tambor do seletor de canais. Era gigante, para os padrões de hoje.
      Outro controle remoto interessante era de alguns televisores e videocassetes, COM FIO, no final da década de 1970 e meados de 1980. Nesta mesma época, a Semp tinha um televisor que utilizava o controle por emissor de ultrassom. Consertei uma destas, e era legal de apontar o controle para meu cachorro e confirmar que ele ouvia a transmissão…
      Depois, tem os controles da Philips, que foi a primeira marca que os incorporou como item de série, que eu me lembre. Além disso, ela utilizava uma codificação europeia para transmissão de infravermelho. Os primeiros modelos da marca sofriam interferência de lâmpadas fluorescentes.
      Ainda hoje, muitos controles não conseguem acionar corretamente os aparelhos por causa das fluorescentes compactas, que utilizam reatores eletrônicos, em frequências que causam interferência.
      Pelo lado dos controles de garagens, foi só na década de 1990 que tive contato com eles. Eram maiores que os atuais, pois usavam baterias de 9V. Acho que o primeiro sistema codificado que apareceu, foi fabricado com os circuitos integrados da japonesa UMC. Mas não tenho certeza disso, são apenas lembranças.

  1. 15 de janeiro de 2014 às 17:44

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